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scatterheart's Journal -- Day [entries|friends|calendar]
scatterheart

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[28 Jun 2003|12:10am]
[ mood | sleepy ]

Eram quase três e meia e eu ainda andava a pé - nervosismo pré-frequência de teoria da comunicação. Fui invadida por uma súbita vontade de comer doritos sabor a presunto. O que vale é que ainda restava um pacote, armazenado numa saca plástica na porta atrás da despensa, daqueles que o meu pai tinha andado a cravar na noite de s. joão.
Acordei eram 6:30; prefiro nem fazer as contas! Injecções de última hora com a matéria. Já na Moka (designação capsiana do isla) foi o mesmo, entre um café e distrações paralelas.
Fui almoçar ao cais de gaia com uns amigos, conduzida por um colega adepto da velocidade (oscilei tanto no raio do banco que quase bati com a cabeça no vidro). Foi a primeira vez que lá fui. Hereticamente, não achei nada de especial.
Regresso à Moka. Culpo a curiosidade. Depois da espera a nota lá saiu. Tive 14, o que é óptimo. O Teixeira estava todo babado com as boas notas - "vocês assim vão longe".
Andei a vagear com a Celeste, arrastámo-nos pelas ruas empurradas pelo riso que pareciamos sorver das situações mais estúpidas: o vendedor de tremossos à frente do metro "as meninas não sabem o que é bom", um espirro, os delírios duma criança...
Comprei umas meias amarelas às bolinhas cor-de-laranja.
Agora cuspo estes vestígios desinteressantes para o ecrã, já que o sono parece paralisar a coerência.
Esta noite não pode haver vigília, não tenho mais doritos.

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[28 Jun 2003|11:18pm]
[ mood | blank ]

Como farias se batesses com a cabeça no bico da escrivaninha, ao deitares-te?
Talvez começasses a chorar, não pela dor - sempre lidaste bem com a dor física, apesar de ser um dos teus maiores medos - , mas porque estás farta de usares no corpo as marcas desse inexistente sentido de orientação, de uma ausente noção de espaço.
Percorres a casa, pontapeias as paredes ao andar, levas os ombros ao encontro das brutas portas, raspas as costas nas paredes e mutilas as pernas nas pontas dos móveis. Como se nada fosse... Não sentes, se sentes já o ignoras.
Tacteias o papo coberto pelos cabelos escuros.
És confrontada com o resultado dum masoquismo inconsciente. Se o for é doentio!

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