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scatterheart

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[15 Dec 2015|01:46am]
tenho para mim que o karma para além de receber subornos também aceita favores sexuais.
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[13 Oct 2015|05:59pm]
"but that's also how i felt in highschool, sure that my people were from elsewhere and going elsewhere and that they would recognize me when they saw me. they would like me enough that it wouldn't matter if i liked myself. so would see the good in me so that i could, too."
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[08 Aug 2015|12:12am]
agora que penso, não me lembro do nome do senhor. lembro-me do medo que lhe tinha, em pequena, como se fosse dele a culpa pelas agulhas e por todas as injecções que o meu pediatra receitou durante toda a minha infância. embora esteja certa que um dia lhe tenha sabido o nome, muito provavelmente o apelido, entre nós chamavamos-lhe "o enfermeiro". o enfermeiro do bairro, que ainda hoje mora no prédio em frente, a quem eu fazia má cara e de quem fugia mal ouvia o som produzido pelo elevador acabado de accionar. que me ouvia chorar e berrar mais por sistema do que por dor. o enfermeiro do bairro, que me viu crescer, e a quem eu fui vendo envelhecer até se tornar num vulto, entre todos os vizinhos a quem nem sequer se fala, com quem se partilha o espaço de fechada à saída dos transportes públicos, de regresso a casa. hoje estava um homem estendido no chão, com a cabeça pousada numa almofada que alguém lhe trouxera, logo a seguir às escadas de que tombara, agarrado à mulher, que sangrava por todos os lados, agarrada a um lenço branco. quatro pisos acima, por entre os vizinhos que se aglomeravam e prestavam ajuda, a minha mãe lá o acabou por reconhecer o senhor enfermeiro. o temido senhor enfermeiro, hoje uma memória distante e simpática da minha infância, e do tempo que eu passei nesta casa com os meus avós, que num esfregar de olhos que corresponderão alguns anos quase se apagou, graças à velhice e à doença, foi-se embora de ambulância, deitado numa maca, agarrado às mãos da mulher.
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stop. [17 Apr 2015|01:19am]
de momento faz sentido que os meus "telegramas" se mudem para outro lado stop para este lado http://poetslietoyou.blogspot.pt/ stop não é definitivo não é regrado nem sagrado stop nunca nada aqui o foi stop
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[19 Feb 2015|12:21am]
o ano passado fui a três casamentos, cujos noivos apenas conheci apenas nessa mesma altura.
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[09 Jan 2015|02:12am]
2014 foi um ano de prateleiras. Em 2015 há que sair delas!
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[02 Jan 2015|06:08pm]
para que conste, pode dizer-se que aquilo foi aprender a tricotar... ainda que muito embrionariamente.
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[22 Nov 2014|12:16am]
tenho um ódio muito invejoso, confesso, às pessoas que vivem dentro de revistas.

(espero não me engasgar)
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[05 Nov 2014|11:15pm]
a propósito de umas arrumações e dos livros que lia quando era miúda, disse de fugida à minha mãe que mais valia livrar-me deles, porque por este andar nunca na vida ia ter dinheiro para poder ter filhos.

é assim que estamos de fé no mundo.

[29 Oct 2014|12:32am]
fui a banhos num último domingo de calor, este outono. resolvi o verão que tinha por resolver.
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[30 Jul 2014|06:10pm]
pensei que tivéssemos concordado em manter essa tua caixinha de pandora fechada.
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[21 Jul 2014|07:58pm]
qualquer coisa sobre o dia em que saltámos de mãos dadas num castelo insuflável. ontem, portanto.
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[09 Jun 2014|11:22pm]
tenho os nós dos dedos rasgados. devo tê-los raspado na parede, quando tentei impedi-lo fechar a porta. "não pode ser assim", gritei-lhe, do outro lado. "não pode ser assim".

há demasiados anos que insisto nesta ideia. mas é "assim", ainda é "assim".

[13 May 2014|07:26pm]
optei por deixar as rosas dentro da jarra, por mais que lhes tivesse passado o prazo de validade. acho-as bonitas, amarfanhadas e secas. há pouco, estava uma larva minúscula a pavonear-se pelo tampo do móvel e foi então que reparei nos buracos nas folhas e nas pétalas, e numa espécie de pó preto que delas deve ter caído, e que julgo ter sido rosa onde agora são buracos. depois comecei a pensar noutras coisas, relacionadas com a morte, a uma escala maior que a das folhas e das pétalas das rosas de santa teresinha e da larva, entretanto esborrachada pelo dedo da minha mãe.

entendi e apreciei a beleza da metáfora, mas achei-a um pouco indigesta para o lanche de terça-feira.
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[02 May 2014|12:48am]
algures, pelo caminho, sei que me perdi.
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[18 Apr 2014|06:11pm]
achava-a bonita. um dia chamaram-me a atenção que achava bonitas as "raparigas esquisitas como tu". nunca me tinha apercebido, mas compreendi, de imediato, a relação. não que alguma vez me tenha achado bonita como as raparigas que acho bonitas. até porque nem lhes sou igual, nos olhos excessivos e nos cabelos que ficam sempre bem, embora talvez me encaixe numa qualquer categoria de traços fisionómicos mais irregulares que tanto aprecio nos outros. mas achava-a mesmo muito bonita e, de certa forma, gostava dela assim, por isso e por uma espécie de respeito consequente das circunstâncias que talvez mais não tenham sido que defesas ou acasos. na minha cabeça, sempre achei que a merecia, como se fosse justo circunscrevê-la a uma medalha de bom comportamento - pelo meu bom comportamento. entretanto, comecei a achá-la, simplesmente, chata. ela começou a incomodar-me. não tanto ela, nem a ideia dela, mas a presença dela. e isso não me fez sentir melhor. pelo contrário, acho que me fez sentir pior. primeiro, porque houve uma espécie de pacto secreto de cordialidade que se esbateu. depois, porque não consigo deixar de ser sobre-analítica face ao passado dos outros, e, pior ainda, face ao presente dos outros que ainda está a aprender a ser e que talvez por isso (só por isso) seja tosco e desengonçado. depois percebi muita coisa. percebi, sobretudo, porque queria, ao fim da força, gostar dela. lembrei-me de uma coisa que me disseste sobre ela. e foi então que me apercebi que ela continuava a ser eu.
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[09 Apr 2014|01:51am]
quando mais ninguém tinha algo interessante a dizer, por mais que insistissem em dizer, a senhora brasileira contou-nos como fora contaminada com o nosso feitio. como agora, naturalmente, tingia maleitas de gravidade para preencher conversas de autocarro e como já tinha de quem se queixar e maldizer, quando se juntava às colegas nos cinco minutos da manhã que antecediam a aula.
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[27 Mar 2014|07:36pm]
mato-me primeiro e a ti depois.

um verso faz a canção.
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[04 Feb 2014|04:46pm]
se o antonioni fosse vivo podia acrescentar um volume à incomunicabilidade baseado em tudo o que se passa em minha casa.
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[18 Jan 2014|12:18am]
como muitas das vezes, contrariamente ao que possam achar, odeio ter razão.
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