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[19 May 2012|01:38am] |
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bem sei, esquecemos facilmente aquilo que não nos faz falta.
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[14 May 2012|01:49pm] |
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decididamente, sou uma gaja de guitarras.
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[11 May 2012|02:19pm] |
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a morte sempre me perturbou e sempre me perturbará. ainda que na distância. e ainda que a distância, por vezes, dependendo da perspectiva, seja uma coisa bem fingida.
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[09 May 2012|03:22am] |
o meu tio, irmão do meu pai, que vive na irlanda, veio de visita mais a mulher e os filhos. estão alojados cá em casa. já passa das três da manhã e ouço-os - ao meu pai e ao meu tio - a conversar, na sala. falam de política, do país, das circunstâncias. falam de coisas que se calhar não interessam tanto, mas falam. e eu acho bonito, ao adivinhar o porquê da vontade em ficar até tarde a conversar, por detrás da treta daquela conversa.
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| óptica do utilizador |
[09 May 2012|01:43am] |
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isto de se ser transparente por vezes é um pouco preverso.
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[07 May 2012|04:13pm] |
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entre esta semana e a que passou já quinaram três velhotes, aqui no bairro.
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[03 May 2012|12:16am] |
no voo de regresso vinha um casal ao nosso lado. eu pedi um chocolate quente e eles pediram dois copos de vinho. e na altura pensei, com pena, que aquilo nunca seríamos nós.
melhor assim.
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| ii |
[21 Apr 2012|01:50am] |
a letra da canção era assim: "você tem seu amor..." e então a simone disse: "pára, olha para quem você tem do seu lado. pode beijar, tudo é permitido". do meu lado estava a namorada brasileira de um fotógrafo e uma cadeira vazia.
mas que sorte, simone, que da fila z, mesmo se eu quisesse, seria incapaz de te arremessar com um caderno nas fuças.
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| i |
[21 Apr 2012|01:48am] |
eu sei que vou te amar
a mulher à minha frente agarrou com força a cabeça do homem que a acompanhava e sussurrou-lhe o "desesperadamente" ao ouvido.
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[09 Apr 2012|01:44am] |
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o mundo seria um sítio tão mais bonito se as moradas das pessoas fossem tão públicas quanto os endereços de e-mail.
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[09 Apr 2012|12:16am] |
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mãe, assim não dá.
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[05 Apr 2012|11:05pm] |
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começo a ter um historial de perda de cardigans cinzentos. já lá vão dois...
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[05 Apr 2012|12:46am] |
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bebi o meu primeiro cosmopolitan, que não me fez o suficientemente descarada.
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[04 Apr 2012|12:57pm] |
eu tinha um plano maquiavélico em mente, mas como sempre os contextos esqueceram-se de jogar a meu favor.
há pouco, na paragem, uma miúda cantava os parabéns a você a ninguém, atrás de mim. achei curioso...
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[04 Apr 2012|01:57am] |
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"mas uma coisa é certa. quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. só assim as tempestades fazem sentido."
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[04 Apr 2012|01:42am] |
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não me importarei se todos os meses começarem com o reconhecimento do teu nome.
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[03 Apr 2012|09:34pm] |
se alguma vez fizesse um filme, teria de haver uma cena com uma das personagens, talvez uma mulher, a subir ou descer, descomprometidamente, nas escadas rolantes de um centro comercial, até encontrar alguém, se aperceber de alguma coisa a acontecer no loca,l ou até chegar a uma daquelas conlusões que mudam o curso a uma vida, como nas comédias fixes dos anos 80 e 90.
penso na varda, de como a vida dela se transpôs para o filmes que fez e de como, no caso de nós, comuns mortais, a coisa se dá inversamente, com os filmes a imiscuirem-se na vida. ou não tivesse tudo isto passado pela minha cabeça enquanto descia nas escadas rolantes, alheada, como vou aprendendo a ser, quando não há mais alguém.
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[01 Apr 2012|02:03am] |
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fotografar o meu quarto é um óptimo exercício para me aperceber do que já não merece lá estar.
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[01 Apr 2012|01:07am] |
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passar o dia com a face ampliadora do espelho virada para mim é dose.
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[30 Mar 2012|03:05pm] |
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depois de ter papado os dois concertos mais manhosos ever tinha sido karmikamente correcto cederem-me a merda da acreditação para o lanegan. neura!
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